#MinhaCorrida: SESC, etapa Sobral, 2018

Por Denise Silva
Professora Universitária

Minha primeira vez no Circuito de Corridas SESC foi em 2013. Nossa! Eu tinha acabado de começar a correr e corria sozinha. Despreparada e com a vida aos pedaços. Estava tentando me reerguer de uma questão pessoal que me tirava o ânimo. Fiz o percurso sem água, por que neste ano aqueles que ficavam na “rabada” nem direito a uma aguazinha morna tinham e devido ao calor minhas garrafinhas se acabaram cedo. Fiz o percurso em 1h:22min. Pouco prazer e pouca motivação. Depois tive meus altos e baixos com a corrida, como já narrei num texto anterior.

Em 2015 fiz a prova sem problemas pessoais mais graves, mas ainda sozinha, sem orientação, bem pesada e o resultado não mudou muito: 1h;21min. Repeti a façanha em 2016 e cometi um erro de iniciante, corri com um tênis novo que era exatamente o meu número – 1h:25min de corrida e muita, muita dor. Passei oito meses com as unhas roxas.

Circuito Sesc, etapa Sobral, 2016.

Também já dito anteriormente, voltei a correr com assiduidade e com mais conhecimento sobre meu corpo este ano, depois de entrar na Sprint, e então, domingo passado tive mais uma corrida do SESC . Tudo muito diferente! Fazer o percurso de reconhecimento, ter gente conhecida correndo junto, ter apoio da Sprint nas palavras do Celso, no treinamento sério e comprometido do Cap. Nascimento (Lucas), no companheirismo do Anderson e do Willian, na enorme atenção do Wladir, sempre disponível.

A corrida começa antes: começa na inscrição; começa nas resenhas dos treinos, começa quando Celso nos dá bom dia às 3h da manhã; começa quando chegamos ao local e já vamos tirar fotos; começa quando Amaral chega, e só termina depois de dias comentando nossas fotos, nosso pace, nossas dificuldades e conquistas.

No quilômetro 04.

A corrida do dia 16 foi uma das mais difíceis devido ao sol e as tantas subidinhas. Acho que eu teria chegado caminhando se Anderson não tivesse ido me buscar nos últimos 100m dizendo: “acabou, não falta fazer mais nada, só chegar”; ele conseguiu arrancar de mim um sorriso, mas eu estava quase chorando de dor na canela e de exaustão em razão do sol.

Apesar das dores, meu melhor tempo no circuito SESC.

Alcancei a linha de chegada com 1h09min42seg – 22º lugar entre as 49 mulheres de minha faixa etária – e vendo tudo escuro, mas aí enxerguei novamente a luz das corridas: a camisa verde da Sprint que ria para mim: eram Érica e Rômulo que me olhavam com aquele olhar de companheirismo que reanima e seguimos para a tenda (nossa casa) para sentar, resenhar, comer, rir e tirar mais fotos por que nossa corrida é mais que 10km, ela se mede nas relações de todos os dias.

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